Posts de Maio, 2008

Padre é condenado a 24 anos por crimes sexuais contra menores no MA

Maio 30, 2008

29/05/2008 – 18h15 – Atualizado em 29/05/2008 – 19h00

Ele foi preso em flagrante, em novembro de 2005, em um motel em São Luís.
Pena deve ser cumprida em regime fechado, mas ele pode recorrer da sentença.

Do G1, em São Paulo, com informações do imirante.com

Um padre foi condenado, na quarta-feira (28), em São Luís, a 24 anos de prisão pela prática de crimes sexuais contra seis menores. A pena deve ser cumprida em regime fechado, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. O padre pode recorrer da sentença.

O padre Felix Carreiro foi preso em flagrante, em novembro de 2005, em um motel em São Luís. Ele estava acompanhado de alguns jovens, dois ainda adolescentes. Depois das denúncias, o padre foi afastado de suas funções pela Igreja.

Comento:

Não quero falar de igreja, até por que não vem ao caso, uma vez que quem cometeu o delito foi o padre, e sabe-se lá se ele aproveitou da religião para se aproximar dos garotos. O detalhe é: esse padre é pedófilo, independente se ficou com meninos ou meninas, ele é um criminoso. Parabéns ao G1 por não ter citado na reportagem nada que faça entender que o padre teve uma relação gay, e por isso ele é culpado – ah, vocês podem se perguntar, “que idiota, quem faria isso,…?”. Basta prestar mais atenção nas notícias e verificar que sempre ligam a homossexualidade com a pedofilia.

PARADA GAY – Associação adverte sobre trajes “ousados”

Maio 29, 2008

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo adverte: não use fantasias ousadas no metrô, consuma bebidas com moderação e não deixe máquinas fotográficas à mostra. Essas são algumas das recomendações feitas pelos organizadores aos participantes da 12ª Parada Gay de São Paulo, que acontece domingo, na avenida Paulista.
O vice-presidente da associação não vê restrição à liberdade: “É preciso ter o discernimento de não andar nu ou seminu no metrô; trata-se de bom senso, não de repressão”, diz Murilo Sarno.
A principal bandeira será a luta pela criminalização do preconceito homofóbico. Com o mesmo objetivo, o de “defender uma sociedade plural, livre de preconceitos, que respeite as pessoas como elas são”, a Liga Brasileira de Lésbicas promoverá a 6ª Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo. A caminhada está marcada para as 14h30 de sábado, na praça Oswaldo Cruz.

Tom Ford defende Obama e união civil gay

Maio 29, 2008

Estilista que salvou a Gucci veio a São Paulo para inaugurar loja própria na DasluEspaço, que venderá peças da linha masculina assinada por Ford, é a primeira loja do designer ex-Yves Saint-Laurent na América Latina

VIVIAN WHITEMAN
DA REPORTAGEM LOCAL

Tom Ford é um homem admirado e invejado no mundo da moda. Salvou a maison Gucci da falência, colocando-a no topo do mercado fashion, e foi diretor de criação da Yves Saint-Laurent. Em 2004, no auge de sua fama, jogou tudo para o alto após desentendimentos com o poderoso conglomerado Pinault-Printemps-Redoute, que havia comprado o grupo Gucci.
Quando muitos declaravam sua aposentadoria precoce, Ford reapareceu em 2005 e criou uma marca com seu nome. Com várias parcerias na manga, lançou linhas de óculos, produtos de beleza e, em 2006, em acordo com o grupo Ermenegildo Zegna, anunciou a chegada da Tom Ford Menswear, que vende roupas masculinas altamente sofisticadas.
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Bonitão, bem-humorado e charmoso, Ford não aparenta seus 46 anos e arrasta olhares femininos e masculinos por onde passa. Mas avisa logo: é muito bem casado, há 22 anos, com o jornalista Richard Buckley.
O estilista deu entrevista à Folha numa das suítes do hotel Fasano, onde ficou hospedado em São Paulo, e falou de moda, união civil gay e política. Texano como o presidente George W. Bush, ele não quer saber dos republicanos e pretende votar em Barack Obama.


FOLHA – Por causa de seu tipo físico e também de suas criações e campanhas ousadas, você ficou com a fama de ser um homem muito sexy…
FORD -
Acho isso divertido, embora não me sinta um cara especialmente sexy. Eu sou muito tranqüilo, engraçado, gosto de dizer bobagens, de relaxar com os meus amigos. Mas percebo que as pessoas que não me conhecem esperam que eu seja um cara esnobe e sexualmente agressivo, com uma atitude muito atirada. Bem, sinto frustrar essa fantasia, mas ela não corresponde à realidade.

FOLHA – Sua vida é mais sossegada do que seus fãs imaginam, então?
FORD -
Não diria sossegada, porque trabalho muito, viajo demais e tenho muitos amigos famosos, que dão festas e me convidam para eventos badalados. Mas não tenho uma vida maluca com segredos impublicáveis. Sou bastante comum, na verdade. A maioria das celebridades têm vidas e rotinas muito menos interessantes do que se pensa. Sabe, até a rainha Elizabeth deve cantar pelada no chuveiro, é o tipo de coisa banal que todo mundo faz…

FOLHA – Você está numa relação homossexual estável. O que pensa da legalização do casamento gay?
FORD -
Quando me falam em casamento gay, eu sempre digo, vamos esquecer a palavra casamento. Dá a impressão errada, é uma palavra que sugere igreja, religião, e isso é um outro assunto. O que defendo é a união civil entre pessoas do mesmo sexo, a garantia de que casais gays possam dividir o patrimônio que construíram juntos, como qualquer outro casal. Infelizmente, os EUA estão bem atrasados nessa discussão.

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FOLHA – Então você considera o Brasil como um mercado promissor?
FORD -
Sim, e não só para a moda. O Brasil vive uma onda de crescimento que ao que tudo indica não vai acabar tão cedo. Com os avanços na economia e as novas reservas de petróleo descobertas recentemente, as expectativas são ótimas.

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8ª edição da feira GLBT faz o “aquecimento” para a Parada Gay, no domingo

Maio 29, 2008

ª edição da feira GLBT faz o “aquecimento” para a Parada Gay, no domingo

Julia Moraes/Folha Imagem

Bandeira na praça da República, centro de São Paulo, onde aconteceu a 8ª feira cultural GLBT

CRISTINA LUCKNER
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Travestis superproduzidas, casais gays e heteros, simpatizantes ou curiosos tomaram ontem a praça da República, no centro de São Paulo, que abrigou a oitava feira cultural GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros). “Alegre” foi a expressão mais usada para descrever o evento.
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Diversidade foi a palavra de ordem durante o dia. Os mais de cem estandes exibiam moda, música, design, produtos e serviços, além de orientação sobre saúde, sexualidade e direitos sexuais.
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Os amigos Leandro Impaléa e Daniela Pavão se divertiam comprando acessórios enquanto “batiam leque”.
“A expressão surgiu nas baladas. Quando a música tem uma batida forte, você balança o leque no mesmo ritmo, é divino”, explicava o estudante de computação de 20 anos. “Adoro travestis, pois eles são engraçados. Vim conferir as tendências”, contava Daniela, 19, que estuda biomedicina.
O clima de festa e tranquilidade atraiu a balconista Aline Santos, 24, que levou o filho Vinícius, de 6 anos, para passear na feira. “Meu filho gosta muito de vir e as pessoas são muito pacíficas.”
A organização do evento estimou o público em 200 mil pessoas. A polícia calculou que, até as 16h, cerca de 50 mil pessoas já haviam passado pela praça.

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Parada Gay reforçará tom político no domingo em SP

Maio 20, 2008

São Paulo – Os organizadores da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (GLBT) de São Paulo querem reforçar o tom político da manifestação deste ano. A Parada 2008 acontece domingo, a partir do meio-dia, na Avenida Paulista. “A Parada é política”, afirma o presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT-SP), Alexandre Santos. “Existe também uma festa, para mostrar o orgulho que sentimos de ser o que somos, mas o tom é político. Queremos que quem for entenda o sentido do que está fazendo.”

[...] a parada pode sensibilizar deputados e senadores para que assegurem os direitos dos gays. “O Congresso não pode ser confundido com o púlpito de uma igreja”, diz. “A lei deve servir a crédulos e incrédulos. O Estado precisa ser o maior protetor dos nossos direitos.” O PL foi aprovado na Câmara, mas teve a votação adiada no Senado na quinta-feira por pressão de líderes religiosos.

Segurança

Cuidarão da segurança dos participantes nos 3,5 quilômetros do percurso da parada mil policiais militares e 320 seguranças particulares, contratados pela organização do evento. Outros 400 homens da Polícia Militar (PM) patrulharão os arredores do evento. Antes do início da manifestação, agentes da polícia e da Guarda Civil Metropolitana (GCM) farão uma varredura para inibir a venda de produtos irregulares. Em 2007, um vinho feito irregularmente levou muita gente aos postos médicos.

Para garantir a remoção de quem precisar de socorro, haverá oito bolsões com grades e dois recuos ao longo do percurso. No recuo em frente ao Cemitério da Consolação, haverá um telecentro para registro de boletins de ocorrência. Para casos de emergência, haverá 26 ambulâncias e três hospitais de campanha com um total de 80 leitos, no Parque Trianon, no Cemitério da Consolação e na Praça Roosevelt. Um helicóptero da PM ficará a disposição.

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A Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio) vai aproveitar as comemorações do Mês do Orgulho GLBT para fazer uma pesquisa para a criação de um selo de Qualidade no Atendimento e Respeito à Diversidade Sexual. “Atender bem tem tudo a ver com respeitar a diversidade”, diz o diretor de Marketing da Fecomércio, Adriano Sá.

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Carolina Freitas

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12ª Parada GLBT de SP ocorre neste domingo; veja programação

Maio 20, 2008

Da Redação

Em sua 12ª edição, a Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais) ocorre este domingo (25) em São Paulo, percorrendo o mesmo trajeto dos anos anteriores, que sai da avenida Paulista às 11h do domingo e segue até o fim da rua Consolação. A Parada de São Paulo, que foi por três anos consecutivos considerada a maior do mundo, reuniu em 2007 cerca de 3,5 milhões de pessoas.

Propondo o tema “Homofobia Mata! Por um Estado Laico de Fato”, a APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo), por meio do presidente Alexandre Santos, explica em que a intenção do evento em 2008 “é exigir que o Estado seja o primeiro a agir contra a homofobia”.

Para isso, a organização da Parada promove debates, exibição de filmes e oficinas ao longo desta semana. Jerry Levinson, representante da organização da Parada de Jerusalém – que em 2007 gerou uma série de protestos -, será um dos homenageados durante a 8ª Feira Cultural GLBT, que ocorre na quinta-feira (22) na Praça da República.

Entre os eventos relacionados à Parada estão, além da Feira Cultural GLBT, a 6ª Caminhada Lésbica e o 8º Gay Day, que este ano ocorre no Playcenter, palco de sua primeira edição.

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12ª PARADA GLBT DE SÃO PAULO – PROGRAMAÇÃO OFICIAL
Quando: 25/5 a partir das 11h
Onde: concentração no início da Av. Paulista

Ordem dos trios elétricos
1. APOGLBT – Trio oficial de abertura
2. Ministério do Turismo
3. Cads/SEPP – Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual e Secretaria de Participação e Parceria do município de São Paulo.
4. Conlutas – Coordenação Nacional de Lutas
5. Saúde e Cidadania – Programa Estadual DST/AIDS
6. Mais Diferenças – Educação e Inclusão Social
7. Sintratel – Sind. Trab. Telemarketing
8. Rede Um Outro Olhar
9. APOGLBT – Trio da Militância
10. Apeoesp- Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo
11. CUT – Central Única dos Trabalhadores
12. Seesp – Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo
13. APOGLBT – Trio da Visibilidade Lésbica
14. Bar Odara – Largo do Arouche
15. Banda do Fuxico – Largo do Arouche
16. ABCDS – Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual
17. Grupo Arco-Íris do Rio de Janeiro
18. www.trocatroca.com
19. www.disponivel.com
20. Salete Campari
21. www.manhunt.net
22. APOGLBT – Prevenção a DST/Aids

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Máteria completa aqui

Com show de drags, filha de Raúl promove jornada gay em Cuba

Maio 20, 2008

Sexóloga militante, Mariela Castro quer aprovar união homossexual na ilha

Javier Galeano/Associated Press

A sexóloga Mariela Castro (dir.) ao lado de um ativista em evento contra a homofobia em Havana

DA REDAÇÃO

Palestras, improvisação e shows de transformistas movimentaram uma espécie de “Parada Gay” à cubana no último sábado, em Havana, com chancela oficial e cobertura de imprensa. À frente dos eventos pelo Dia Mundial contra a Homofobia, Mariela Castro Espín, a filha do atual líder máximo da ilha, Raúl.
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A jornada cultural e midiática já havia ganhado a TV oficial, um dia antes, com a exibição, em horário nobre, do premiado “O Segredo de Brokeback Mountain” (2005), sobre um affair entre dois cowboys americanos. Um cineclube mensal com temática gay também foi anunciado.
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Projeto
Pois, sinal dos tempos, não só Mariela estava nos eventos de sábado. O presidente do Parlamento, Ricardo Alarcón, 76, discursou: “Erradicar a homofobia é ser solidário, e solidariedade é parte do socialismo”, disse Alarcón, citado pelo jornal oficial “Juventud Rebelde”.
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Sobre o pai, diz que antes o via como “homofóbico”, mas que ele mudou. “Ele [Raúl] nos apóia muito, não só a mim que sou filha, mas porque ganhei seu respeito”, contou em coletiva há duas semanas para promover o evento.
Hábil, soube ganhar a bênção da área cultural e ideológica do partido. Em 2006, engajou transformistas na “Batalha das Idéias”, movimento em defesa da revolução idealizado por Fidel Castro.
Foi num cenário já usado pelo cubano para discursar, o teatro Astral, que transformistas fizeram o show de encerramento do sábado, num palco iluminado representando a bandeira de Cuba.


Com agências internacionais

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Estudo diz que 29% dos homens já sofreram violência doméstica

Maio 20, 2008
Um levantamento realizado nos Estados Unidos afirma que 29% dos homens já sofreram algum tipo de violência doméstica.

A pesquisa da organização independente Group Health, baseada em Seattle, foi conduzida por telefone com mais de 400 homens nos Estados Unidos.

Segundo os dados, que serão publicados na edição de junho da revista científica American Journal of Preventive Medicine, 5% dos homens disseram ter sofrido algum tipo de violência doméstica no último ano e 10%, nos últimos cinco anos.

Dos 400 homens entrevistados, 29% disseram que sofreram de violência doméstica em algum momento da sua vida.

Os pesquisadores classificam agressões verbais (intimidações e ameaças) e físicas (tapas, socos, chutes e sexo forçado) como tipos de violência doméstica.

Mitos

“Violência doméstica contra homens é pouco estudada e geralmente escondida – muito como acontecia com as mulheres há dez anos”, afirma Robert Reid, o pesquisador que liderou a pesquisa.

Segundo Reid, a pesquisa identificou alguns mitos sobre violência doméstica contra homens.

De acordo com o pesquisador, não existe relação entre grau de violência contra homens e o nível de renda das famílias. A violência doméstica afetaria tanto famílias ricas e pobres.

Outro falso conceito, segundo a pesquisa, é de que a violência doméstica não teria conseqüência para os homens. Homens que sofreram algum tipo de abuso teriam três vezes mais chance de apresentar sinais de depressão.

Parada Gay: ex-miss Itália, ministra é contra

Maio 19, 2008

Wálter Fanganiello Maierovitch
Especial para Terra Magazine

O governo de centro-direita de Sílvio Berlusconi, na sua segunda semana de investidura, já mostra a cara e parte para as discriminações.

Membro de um partido de matriz separatista (Liga Norte), o novo ministro do Interior, Roberto Maroni, centra fogo nos imigrantes clandestinos, em especial nos romenos. Quer fazer uma faxina e colocar na cadeia ou expulsar os imigrantes que não conseguem obter permissão de residência (“permesso di soggiorno”), embora estejam há anos na Itália. E muitos explorados pelo trabalho escravo.

Por outro lado, a ministra para a Igualdade de Oportunidades, Mara Carfagna, faz juízos equivocados a respeito de homossexuais e nega apoio e participação na Gay Pride nacional, agendada para o próximo 28 de junho em Bologna.

Pela mesma razão, seu ministério vai tomar distância das paradas-gays de Roma e Milão, marcadas para 7 de junho.

Mara Carfagna, ex-deputada pelo partido de Berlusconi (Forza Itália), acha que “o único objetivo de uma Gay Pride é o de forçar o reconhecimento oficial de casais homossexuais, talvez para equipará-los aos matrimônios”.

Ela frisa estar pronta para patrocinar seminários e conferências que tratem do “contraste às formas de discriminação e de violência”. Quanto à Gay Pride, destaca, em complemento ao seu juízo canhestro e contraditório: – “Não sei para que coisa possa servir”.

Para a ministra, estão preparadas para a Itália, neste 2008, cinco paradas-gays, num momento que já existe a integração social dos homossexuais e passou o tempo em que eram considerados “doentes mentais”.

No governo anterior, do premier Romano Prodi, de centro-esquerda, a ministra para a Igualdade de Oportunidades, Bárbara Pollastrini, contribuía com as paradas e esteve presente, por exemplo, na realizada em Torino.

Num diversionismo, a ministra disse que prefere se “ocupar de mulheres que ganham 30% a menos do que, por trabalho igual, realizam os homens”.

Como se percebe, a ministra não é capaz de cuidar de vários questões relativas a sua pasta e prefere desprezar uma manifestação a criar uma cultura de igualdade entre os seres humanos e de respeito às preferências.
Só para lembrar. O ex-presidente Putin visitou o seu amigo Berlusconi na Sardenha, onde o premier possui uma “vila” cinematográfica. Putin proibiu, ano passado, a primeira parada-gay em Moscou e colocou a polícia para dispersar os homossexuais que tinham organizado a manifestação. Berlusconi, pela legislação italiana, não pode proibir, mas já colocou a sua ministra para fazer oposição.

Wálter Fanganiello Maierovitch é colunista da revista CartaCapital e presidente do Instituto Giovanni Falcone (www.ibgf.org.br).
Opiniões expressas aqui são de exclusiva responsabilidade do autor e não necessariamente estão de acordo com os parâmetros editoriais de Terra Magazine.

Terra Magazine

Mídia força astros gays a ficarem ‘no armário’, diz ator

Maio 18, 2008


O ator escocês Alan Cumming, destaque do filme X-Men 2, afirma que a atitude da mídia em relação à homossexualidade desestimula atores gays a declarar livremente sua opção sexual.

Cumming, de 43 anos de idade, diz que os atores têm medo porque a imprensa mostra a homossexualidade como algo polêmico.

“Eu não acho que as pessoas que assistem aos filmes se importam muito”, afirmou Cumming à BBC. “A mídia dá mais atenção (ao assunto) e transforma isso em polêmica.”

“Existe muita homofobia no mundo”, acrescentou o ator escocês.

Rótulo

Recentemente, atores como Stephen Fry e Rupert Everett disseram que sentem-se rotulados desde que assumiram sua sexualidade.

Mas Cumming, que se casou com o parceiro Grant Shaffer em uma cerimônia civil no ano passado, diz não achar que o mesmo acontece com ele.

O escocês afirma que alguns atores gays são rotulados, mas acrescentou que colegas heterosexuais também são e acabam sempre recebendo ofertas para o mesmo tipo de papel.

“Sou muito franco na mídia a respeito do que eu entendo ser uma luta por direitos civis que os gays ainda hoje têm de travar na América”, diz o ator.

“Mas não acho que eu apenas interprete personagens gays, ou que eu não seria convincente se tivesse uma esposa ou uma namorada em um filme.”

Reflexão

Além de trabalhar no teatro, Cumming também atuou em 007 Contra GoldenEye (1995), no remake de O Implacável (2000) e em O Filho do Máskara (2005).

Em breve, o ator será visto em Tin Man, uma versão moderna para a televisão do clássico O Mágico de Oz.

Para Derek Munn, diretor da organização Stonewall, que promove igualdade e justiça para a população gay, o número pequeno de atores que são declaradamente gays indica que há um problema.

“A indústria do cinema precisa refletir sobre por que atores gays preferem não declarar sua sexualidade”, afirmou Munn.