Jobim nega discriminação contra sargentos gays do Exército

Junho 12, 2008 por joaoejoao

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ministro Nelson Jobim (Defesa) negou nesta quarta-feira que tenha ocorrido discriminação a dois sargentos do Exército que assumiram relacionamento homossexual em reportagem de capa da revista “Época” desta semana. Segundo Jobim, a questão está sendo examinada de acordo com as regras disciplinares do Exército.

“O problema não é de discriminação. A questão é verificar se os casos concretos se aplicam às regras disciplinares do Exército”, afirmou Jobim após audiência pública na Câmara dos Deputados.

Os sargentos do Exército Fernando de Alcântara de Figueiredo e Laci Marinho de Araújo foram surpreendidos pela Polícia do Exército ontem (3) à noite após entrevista ao programa “Superpop”, da RedeTV. Na atração, eles repetiram ao vivo a história contada na revista: que vivem juntos, em união estável, desde 1997.

O programa terminou com o prédio da Rede TV! cercado pela Polícia do Exército, que chegou ao local por volta das 23h30. A chegada do carro militar foi mostrada ao vivo no programa.

Araújo é considerado desertor das Forças Armadas e tinha mandado de prisão expedido pela Justiça Militar desde o dia 21 de maio, segundo “Época”. Ele foi preso ao sair da emissora, por volta das 4h de hoje.

O ministro disse que foi informado que um dos sargentos era desertor e, por isso, ele havia sido punido. “A informação que eu tinha é que esse cidadão era um desertor que tinha se afastado de suas funções”, afirmou.

A questão da prisão do militar foi tratada em reunião fechada com o ministro pelos representantes da Frente Parlamentar pela Cidadania dos Gays, Bissexuais, Lésbicas, Travestis e Transexuais.

Para a presidente da frente, deputada Cida Diogo (PT-RJ), houve discriminação e desrespeito aos Direitos Humanos.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u408815.shtml

Militar que assumiu relacionamento gay é preso por deserção

Junho 12, 2008 por joaoejoao

Militar que assumiu relacionamento gay é preso por deserção

Prisão aconteceu depois de militares concederem entrevista ao vivo ao programa Superpop, da Rede TV!

Andressa Zanandrea - Jornal da Tarde

SÃO PAULO - Um sargento do Exército que assumiu à revista Época manter um relacionamento homo-afetivo com outro militar desde 1997 foi preso, no final da madrugada desta quarta-feira, 4, após conceder uma entrevista ao vivo no programa Superpop, da Rede TV!. A prisão aconteceu nos estúdios da emissora, em Barueri, na Grande São Paulo. O sargentos foi surpreendido por policiais do Pelotão de Investigações Criminais (PIC) da Polícia do Exército após a entrevista.

Após negociações com a presença de advogados, às 4 horas, ele e seu companheiro, que também é militar, foram levados ao Instituto Médico-Legal, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. A alegação do Exército é que um dos sargentos era considerado desertor e foragido da Justiça Militar desde o mês passado. Ele foi conduzido ao Hospital Geral de São Paulo, no Cambuci, zona sul. Segundo o Comando do Exército, a homossexualidade do sargento não tem relação com a prisão.

[...]

Às 23h40, quando o programa ainda estava no ar, quatro agentes do PIC da Polícia do Exército, armados com fuzis, chegaram à porta da emissora. Em 21 de maio, a Justiça Militar mandou prender o sargento, que, assim, foi considerado desertor. Os sargentos souberam da presença dos policiais quando ainda estavam ao vivo no estúdio. “Ficamos sabendo da chegada deles pelas imagens do VT. Falaram que estavam aguardando a gente”, disse Figueiredo.

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O sargento Araújo afirma ter problemas neurológicos, com sintomas de esclerose múltipla. Em 2007, ele passou seis meses fora do trabalho, sob alegação de problemas de saúde. A doença, segundo ele, começou em 2003 e se agravou em 2006. Nesse período, o sargento diz que o Exército lhe concedeu dispensas. Porém, em 2006, após o médico, um capitão, que cuidava de seu caso ter se afastado, teriam começado perseguições.

Um dos motivos, segundo ele, seria o fato de que o sargento faria sucesso em Brasília como cover da cantora Cássia Eller. “Forjaram um laudo há 15 dias de que ele estava apto a trabalhar. Mas não tem um neurologista entre os médicos que assinaram o laudo”, afirma Figueiredo. Após esse laudo, Araújo teria de ter se apresentado novamente ao Exército, caso contrário seria considerado desertor. Ele diz que, no entanto, estava doente, de cama.

Figueiredo afirma que pode enfrentar um processo administrativo. “Estou em São Paulo e deveria estar em Brasília a esta hora.” Ele não acredita que o companheiro ficará preso. “Acho muito difícil uma pessoa doente ser presa neste País. Antigamente podia, agora eu acho meio complicado eles conseguirem isso. Podem até tentar, mas conseguir não vão não.” O sargento espera que um médico que não faça parte do corpo clínico do hospital militar possa avaliar o caso de Araújo. “A gente espera realmente que tenha isenção, que tenha um médico civil para analisar o caso. Seria o mais justo para ele.”

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Projeto de felicidade leva à insatisfação, afirma Contardo

Junho 12, 2008 por joaoejoao

Sabatina / Contardo Calligaris

Em sabatina, o psicanalista , escritor e colunista da Folha diferencia “perdedores’ e “infelizes’ e comenta depressão em jovens

Projeto de felicidade leva à insatisfação, afirma Contardo O PROJETO DE SERMOS felizes é profundamente errado, concebido para nos manter na insatisfação, requisito da sociedade de consumo. A afirmação é do psicanalista Contardo Calligaris, 59, colunista da Folha, sabatinado ontem pela manhã num Teatro Folha lotado, em SP. Entrevistado pelos jornalistas da Folha Marcos Augusto Gonçalves, Cleusa Turra, Marcos Flamínio Peres e Ivan Finotti, Contardo falou de remédios (“Lexotan acho legal”), relação de pais e filhos (“os adultos deveriam parar de pedir para que jovens sejam felizes”) e o valor da solidão (“Não sou gregário. Coletividade grande, tenho alergia”).

FELICIDADE
O verdadeiro perdedor é aquele que, na última hora, olhando para trás, vai ter a impressão de que desperdiçou a sua corrida. O que ele acumulou, tudo isso me parece bastante acessório. Para mim, o perdedor é aquele que não conseguiu viver sua vida com toda a intensidade que ela merece. O que não tem nada a ver com felicidade. O projeto de sermos felizes é profundamente errado, concebido para nos manter na insatisfação, o que é absolutamente necessário na sociedade de consumo. O ganhador é quem teve uma alta qualidade de experiência, seja qual for, que tenha sido intensamente. A felicidade, eu sou contra. Sexo não é felicidade, é alegria.

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ADOLESCENTE
A adolescência de fato, como uma idade separada da vida, é recente, pós-Segunda Guerra, quando os adultos começam a criar uma fase da vida específica à qual atribuem algumas características como rebeldia, insubordinação. O que sobrou de desejo de sair daquele cenário de “american beauty” [beleza americana], de desejo de aventura, foi pendurado nas costas dos adolescentes. Eles é que se encarregariam da nossa rebeldia, nossa vontade de sermos outros, de realizar sonhos que não conseguimos nem confessar a nós mesmos. Os adolescentes se encarregaram disso muito bem, até porque são excelentes intérpretes do desejo dos adultos.

DEPRESSÃO EM JOVENS
A vida deles [crianças e adolescentes] não é engraçada. Não acho uma idade legal: essa é uma visão idealizada dos adultos. A infância e a adolescência são épocas muito problemáticas da vida. Na infância, estamos longe de corresponder fisicamente e simbolicamente ao que a gente deseja; a palavra da gente é atropelada. Na adolescência, é pior ainda. São épocas de extremo conflito interno, definição identitária, descoberta de fantasias e orientação sexuais. Eu acho que os adultos deveriam parar de pedir para que os jovens sejam felizes, porque isso só serve à vontade que eles têm de ver nas crianças um espetáculo de felicidade.

SEXO NA VELHICE
Há um imaginário social de que a pessoa a partir de certa idade deveria estar acima disso, dessas “baixarias”. Durante décadas, a idéia era de que a menopausa era fim não da fecundidade, e sim da feminilidade. Eu fui treinado muito bem. Tive uma avó que adorava. E que, aos 70, 75 anos, ainda era cantada na rua. Uma vez, ela estava sentada no cinema comigo, e vi que chegou um cara e sentou ao lado dela. Achei estranho porque tinha outros lugares. De repente, ela levanta xingando o cara, me pega pela mão e troca de fileira. Ele havia colocado a mão na minha avó, o que demonstra que aos 75 anos rola. E que ela era muito bonita.

SÓ OU ACOMPANHADO?
Não me coloquei essa pergunta de forma radical, mas, de alguma forma, é uma questão que está ali o tempo inteiro. A gente tem sempre momentos em que precisa de uma certa solidão, de recolhimento interior. Sempre vivi com alguém, mas não sou gregário. Coletividade grande, tenho uma alergia séria. Situação gregária é qualquer situação em que o grupo me manda fazer coisas que não são exatamente as que quero fazer. Quando o grupo ameaça a minha individualidade.

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Padre é condenado a 24 anos por crimes sexuais contra menores no MA

Maio 30, 2008 por joaoejoao

29/05/2008 – 18h15 – Atualizado em 29/05/2008 – 19h00

Ele foi preso em flagrante, em novembro de 2005, em um motel em São Luís.
Pena deve ser cumprida em regime fechado, mas ele pode recorrer da sentença.

Do G1, em São Paulo, com informações do imirante.com

Um padre foi condenado, na quarta-feira (28), em São Luís, a 24 anos de prisão pela prática de crimes sexuais contra seis menores. A pena deve ser cumprida em regime fechado, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. O padre pode recorrer da sentença.

O padre Felix Carreiro foi preso em flagrante, em novembro de 2005, em um motel em São Luís. Ele estava acompanhado de alguns jovens, dois ainda adolescentes. Depois das denúncias, o padre foi afastado de suas funções pela Igreja.

Comento:

Não quero falar de igreja, até por que não vem ao caso, uma vez que quem cometeu o delito foi o padre, e sabe-se lá se ele aproveitou da religião para se aproximar dos garotos. O detalhe é: esse padre é pedófilo, independente se ficou com meninos ou meninas, ele é um criminoso. Parabéns ao G1 por não ter citado na reportagem nada que faça entender que o padre teve uma relação gay, e por isso ele é culpado – ah, vocês podem se perguntar, “que idiota, quem faria isso,…?”. Basta prestar mais atenção nas notícias e verificar que sempre ligam a homossexualidade com a pedofilia.

PARADA GAY – Associação adverte sobre trajes “ousados”

Maio 29, 2008 por joaoejoao

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo adverte: não use fantasias ousadas no metrô, consuma bebidas com moderação e não deixe máquinas fotográficas à mostra. Essas são algumas das recomendações feitas pelos organizadores aos participantes da 12ª Parada Gay de São Paulo, que acontece domingo, na avenida Paulista.
O vice-presidente da associação não vê restrição à liberdade: “É preciso ter o discernimento de não andar nu ou seminu no metrô; trata-se de bom senso, não de repressão”, diz Murilo Sarno.
A principal bandeira será a luta pela criminalização do preconceito homofóbico. Com o mesmo objetivo, o de “defender uma sociedade plural, livre de preconceitos, que respeite as pessoas como elas são”, a Liga Brasileira de Lésbicas promoverá a 6ª Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo. A caminhada está marcada para as 14h30 de sábado, na praça Oswaldo Cruz.

Tom Ford defende Obama e união civil gay

Maio 29, 2008 por joaoejoao

Estilista que salvou a Gucci veio a São Paulo para inaugurar loja própria na DasluEspaço, que venderá peças da linha masculina assinada por Ford, é a primeira loja do designer ex-Yves Saint-Laurent na América Latina

VIVIAN WHITEMAN
DA REPORTAGEM LOCAL

Tom Ford é um homem admirado e invejado no mundo da moda. Salvou a maison Gucci da falência, colocando-a no topo do mercado fashion, e foi diretor de criação da Yves Saint-Laurent. Em 2004, no auge de sua fama, jogou tudo para o alto após desentendimentos com o poderoso conglomerado Pinault-Printemps-Redoute, que havia comprado o grupo Gucci.
Quando muitos declaravam sua aposentadoria precoce, Ford reapareceu em 2005 e criou uma marca com seu nome. Com várias parcerias na manga, lançou linhas de óculos, produtos de beleza e, em 2006, em acordo com o grupo Ermenegildo Zegna, anunciou a chegada da Tom Ford Menswear, que vende roupas masculinas altamente sofisticadas.
[...]
Bonitão, bem-humorado e charmoso, Ford não aparenta seus 46 anos e arrasta olhares femininos e masculinos por onde passa. Mas avisa logo: é muito bem casado, há 22 anos, com o jornalista Richard Buckley.
O estilista deu entrevista à Folha numa das suítes do hotel Fasano, onde ficou hospedado em São Paulo, e falou de moda, união civil gay e política. Texano como o presidente George W. Bush, ele não quer saber dos republicanos e pretende votar em Barack Obama.


FOLHA – Por causa de seu tipo físico e também de suas criações e campanhas ousadas, você ficou com a fama de ser um homem muito sexy…
FORD -
Acho isso divertido, embora não me sinta um cara especialmente sexy. Eu sou muito tranqüilo, engraçado, gosto de dizer bobagens, de relaxar com os meus amigos. Mas percebo que as pessoas que não me conhecem esperam que eu seja um cara esnobe e sexualmente agressivo, com uma atitude muito atirada. Bem, sinto frustrar essa fantasia, mas ela não corresponde à realidade.

FOLHA – Sua vida é mais sossegada do que seus fãs imaginam, então?
FORD -
Não diria sossegada, porque trabalho muito, viajo demais e tenho muitos amigos famosos, que dão festas e me convidam para eventos badalados. Mas não tenho uma vida maluca com segredos impublicáveis. Sou bastante comum, na verdade. A maioria das celebridades têm vidas e rotinas muito menos interessantes do que se pensa. Sabe, até a rainha Elizabeth deve cantar pelada no chuveiro, é o tipo de coisa banal que todo mundo faz…

FOLHA – Você está numa relação homossexual estável. O que pensa da legalização do casamento gay?
FORD -
Quando me falam em casamento gay, eu sempre digo, vamos esquecer a palavra casamento. Dá a impressão errada, é uma palavra que sugere igreja, religião, e isso é um outro assunto. O que defendo é a união civil entre pessoas do mesmo sexo, a garantia de que casais gays possam dividir o patrimônio que construíram juntos, como qualquer outro casal. Infelizmente, os EUA estão bem atrasados nessa discussão.

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FOLHA – Então você considera o Brasil como um mercado promissor?
FORD -
Sim, e não só para a moda. O Brasil vive uma onda de crescimento que ao que tudo indica não vai acabar tão cedo. Com os avanços na economia e as novas reservas de petróleo descobertas recentemente, as expectativas são ótimas.

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8ª edição da feira GLBT faz o “aquecimento” para a Parada Gay, no domingo

Maio 29, 2008 por joaoejoao

ª edição da feira GLBT faz o “aquecimento” para a Parada Gay, no domingo

Julia Moraes/Folha Imagem

Bandeira na praça da República, centro de São Paulo, onde aconteceu a 8ª feira cultural GLBT

CRISTINA LUCKNER
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Travestis superproduzidas, casais gays e heteros, simpatizantes ou curiosos tomaram ontem a praça da República, no centro de São Paulo, que abrigou a oitava feira cultural GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros). “Alegre” foi a expressão mais usada para descrever o evento.
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Diversidade foi a palavra de ordem durante o dia. Os mais de cem estandes exibiam moda, música, design, produtos e serviços, além de orientação sobre saúde, sexualidade e direitos sexuais.
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Os amigos Leandro Impaléa e Daniela Pavão se divertiam comprando acessórios enquanto “batiam leque”.
“A expressão surgiu nas baladas. Quando a música tem uma batida forte, você balança o leque no mesmo ritmo, é divino”, explicava o estudante de computação de 20 anos. “Adoro travestis, pois eles são engraçados. Vim conferir as tendências”, contava Daniela, 19, que estuda biomedicina.
O clima de festa e tranquilidade atraiu a balconista Aline Santos, 24, que levou o filho Vinícius, de 6 anos, para passear na feira. “Meu filho gosta muito de vir e as pessoas são muito pacíficas.”
A organização do evento estimou o público em 200 mil pessoas. A polícia calculou que, até as 16h, cerca de 50 mil pessoas já haviam passado pela praça.

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Parada Gay reforçará tom político no domingo em SP

Maio 20, 2008 por joaoejoao

São Paulo – Os organizadores da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (GLBT) de São Paulo querem reforçar o tom político da manifestação deste ano. A Parada 2008 acontece domingo, a partir do meio-dia, na Avenida Paulista. “A Parada é política”, afirma o presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT-SP), Alexandre Santos. “Existe também uma festa, para mostrar o orgulho que sentimos de ser o que somos, mas o tom é político. Queremos que quem for entenda o sentido do que está fazendo.”

[...] a parada pode sensibilizar deputados e senadores para que assegurem os direitos dos gays. “O Congresso não pode ser confundido com o púlpito de uma igreja”, diz. “A lei deve servir a crédulos e incrédulos. O Estado precisa ser o maior protetor dos nossos direitos.” O PL foi aprovado na Câmara, mas teve a votação adiada no Senado na quinta-feira por pressão de líderes religiosos.

Segurança

Cuidarão da segurança dos participantes nos 3,5 quilômetros do percurso da parada mil policiais militares e 320 seguranças particulares, contratados pela organização do evento. Outros 400 homens da Polícia Militar (PM) patrulharão os arredores do evento. Antes do início da manifestação, agentes da polícia e da Guarda Civil Metropolitana (GCM) farão uma varredura para inibir a venda de produtos irregulares. Em 2007, um vinho feito irregularmente levou muita gente aos postos médicos.

Para garantir a remoção de quem precisar de socorro, haverá oito bolsões com grades e dois recuos ao longo do percurso. No recuo em frente ao Cemitério da Consolação, haverá um telecentro para registro de boletins de ocorrência. Para casos de emergência, haverá 26 ambulâncias e três hospitais de campanha com um total de 80 leitos, no Parque Trianon, no Cemitério da Consolação e na Praça Roosevelt. Um helicóptero da PM ficará a disposição.

[...]

A Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio) vai aproveitar as comemorações do Mês do Orgulho GLBT para fazer uma pesquisa para a criação de um selo de Qualidade no Atendimento e Respeito à Diversidade Sexual. “Atender bem tem tudo a ver com respeitar a diversidade”, diz o diretor de Marketing da Fecomércio, Adriano Sá.

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Carolina Freitas

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12ª Parada GLBT de SP ocorre neste domingo; veja programação

Maio 20, 2008 por joaoejoao

Da Redação

Em sua 12ª edição, a Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais) ocorre este domingo (25) em São Paulo, percorrendo o mesmo trajeto dos anos anteriores, que sai da avenida Paulista às 11h do domingo e segue até o fim da rua Consolação. A Parada de São Paulo, que foi por três anos consecutivos considerada a maior do mundo, reuniu em 2007 cerca de 3,5 milhões de pessoas.

Propondo o tema “Homofobia Mata! Por um Estado Laico de Fato”, a APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo), por meio do presidente Alexandre Santos, explica em que a intenção do evento em 2008 “é exigir que o Estado seja o primeiro a agir contra a homofobia”.

Para isso, a organização da Parada promove debates, exibição de filmes e oficinas ao longo desta semana. Jerry Levinson, representante da organização da Parada de Jerusalém – que em 2007 gerou uma série de protestos -, será um dos homenageados durante a 8ª Feira Cultural GLBT, que ocorre na quinta-feira (22) na Praça da República.

Entre os eventos relacionados à Parada estão, além da Feira Cultural GLBT, a 6ª Caminhada Lésbica e o 8º Gay Day, que este ano ocorre no Playcenter, palco de sua primeira edição.

[...]

12ª PARADA GLBT DE SÃO PAULO – PROGRAMAÇÃO OFICIAL
Quando: 25/5 a partir das 11h
Onde: concentração no início da Av. Paulista

Ordem dos trios elétricos
1. APOGLBT – Trio oficial de abertura
2. Ministério do Turismo
3. Cads/SEPP – Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual e Secretaria de Participação e Parceria do município de São Paulo.
4. Conlutas – Coordenação Nacional de Lutas
5. Saúde e Cidadania – Programa Estadual DST/AIDS
6. Mais Diferenças – Educação e Inclusão Social
7. Sintratel – Sind. Trab. Telemarketing
8. Rede Um Outro Olhar
9. APOGLBT – Trio da Militância
10. Apeoesp- Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo
11. CUT – Central Única dos Trabalhadores
12. Seesp – Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo
13. APOGLBT – Trio da Visibilidade Lésbica
14. Bar Odara – Largo do Arouche
15. Banda do Fuxico – Largo do Arouche
16. ABCDS – Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual
17. Grupo Arco-Íris do Rio de Janeiro
18. www.trocatroca.com
19. www.disponivel.com
20. Salete Campari
21. www.manhunt.net
22. APOGLBT – Prevenção a DST/Aids

[...]

Máteria completa aqui

Com show de drags, filha de Raúl promove jornada gay em Cuba

Maio 20, 2008 por joaoejoao

Sexóloga militante, Mariela Castro quer aprovar união homossexual na ilha

Javier Galeano/Associated Press

A sexóloga Mariela Castro (dir.) ao lado de um ativista em evento contra a homofobia em Havana

DA REDAÇÃO

Palestras, improvisação e shows de transformistas movimentaram uma espécie de “Parada Gay” à cubana no último sábado, em Havana, com chancela oficial e cobertura de imprensa. À frente dos eventos pelo Dia Mundial contra a Homofobia, Mariela Castro Espín, a filha do atual líder máximo da ilha, Raúl.
[...]
A jornada cultural e midiática já havia ganhado a TV oficial, um dia antes, com a exibição, em horário nobre, do premiado “O Segredo de Brokeback Mountain” (2005), sobre um affair entre dois cowboys americanos. Um cineclube mensal com temática gay também foi anunciado.
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Projeto
Pois, sinal dos tempos, não só Mariela estava nos eventos de sábado. O presidente do Parlamento, Ricardo Alarcón, 76, discursou: “Erradicar a homofobia é ser solidário, e solidariedade é parte do socialismo”, disse Alarcón, citado pelo jornal oficial “Juventud Rebelde”.
[...]
Sobre o pai, diz que antes o via como “homofóbico”, mas que ele mudou. “Ele [Raúl] nos apóia muito, não só a mim que sou filha, mas porque ganhei seu respeito”, contou em coletiva há duas semanas para promover o evento.
Hábil, soube ganhar a bênção da área cultural e ideológica do partido. Em 2006, engajou transformistas na “Batalha das Idéias”, movimento em defesa da revolução idealizado por Fidel Castro.
Foi num cenário já usado pelo cubano para discursar, o teatro Astral, que transformistas fizeram o show de encerramento do sábado, num palco iluminado representando a bandeira de Cuba.


Com agências internacionais

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